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Fundado em 3 de fevereiro de 1984, no bairro do Tatuapé, em São Paulo (SP), o Colégio Agostiniano Mendel é considerado hoje um dos 15 melhores colégios do Brasil, ocupando o TOP 3 do ranking do Enem* para o Estado de São Paulo e o segundo lugar na capital paulista.

O Mendel é mantido pela Sociedade Agostiniana de Educação e Assistência (SAEA), associação civil e filantrópica, sem fins lucrativos, de caráter beneficente, educativo, cultural e assistencial. Além do Mendel, a SAEA é mantenedora dos colégios Agostiniano São José, no bairro do Belenzinho, em São Paulo; do Agostiniano Nossa Senhora de Fátima, em Goiânia (GO); e de várias creches e obras sociais em várias cidades do Brasil.

*Fonte: Folha de S.Paulo – 02/07/20 – Porte da escola: mais de 90 alunos.

UM POUCO DE HISTÓRIA

O primeiro ano letivo do Mendel teve início no dia 6 de fevereiro de 1984, então para 800 alunos. Dez anos depois, em 1994, graças ao prestígio e à notoriedade que o colégio adquiriu por seu trabalho e desempenho dos alunos, o Mendel ampliou suas instalações, inaugurando um prédio moderno e funcional, exclusivo para o Ensino Médio. Em 2018, mais uma ampliação: a inauguração do prédio da Educação Infantil, que já se tornou um cartão postal do bairro do Tatuapé.

Hoje, o Mendel conta com mais de 4.200 alunos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. O colégio oferece estrutura planejada para cada etapa do crescimento, com espaços exclusivos e um vasto portfólio de atividades extracurriculares. São duas amplas bibliotecas, modernos laboratórios de Química, Física e Biologia, ginásio, quadras poliesportivas, salas de aula amplas e arejadas, capela, áreas de recreação exclusivas para cada etapa de ensino e um teatro, inaugurado em 2012, que homenageia em seu nome o ator Fernando Torres e tem como madrinha a atriz Fernanda Montenegro.

NOSSA IDENTIDADE

A proposta do Colégio Agostiniano Mendel é contribuir para educação da infância e da juventude, desenvolvendo a personalidade de crianças e adolescentes e preparando-os para a vida numa integração consciente com a realidade.

O corpo docente é formado por profissionais qualificados, que desempenham seus trabalhos em equipe e com base nos mais modernos métodos pedagógicos, objetivando fornecer ao aluno um elevado nível cultural e uma formação humano-religiosa.

O Colégio Agostiniano Mendel trabalha em seus alunos os seguintes princípios e valores:

  • Procura vivencial de Deus, que se projeta na doação ao próximo e na busca constante de Deus;
  • Capacidade de diálogo e mútua aceitação;
  • Clima de aproximação e amizade;
  • Espírito generoso, que inclui o nobre desejo de superação pessoal e serviço à comunidade;
  • Cordialidade e alegria, acompanhadas de simplicidade;
  • Respeito à pessoa;
  • Facilidade de adaptação aos tempos atuais e sensibilidade diante dos problemas dos outros.
Gregor Mendel: Vida e Obra

O nome do Colégio Agostiniano Mendel é uma homenagem ao biólogo e frade agostiniano Gregor Johann Mendel (1822-1884), considerado o pai da genética.

Superior do convento na cidade de Brno, Mendel nasceu na aldeia de Heinzendorf e foi criado em um distrito agrícola na Tchecoslováquia. Desde jovem foi atraído pela vida monástica, ordenando-se com 25 anos de idade. Aos 11 anos, ingressou numa escola pia, daí passando ao ginásio de Troppau. Estudou Teologia e as Línguas Grega, Hebraica, Arábica, Siríaca e Caldaica. Foi nomeado professor suplente do ginásio de Znaim, onde passou a lecionar Literatura Alemã, Latina e Grega e também Matemática.

Não conseguindo aprovação no exame para professor ginasial, ainda como suplente, Mendel foi lecionar Filosofia em Ormutz, ingressando, em seguida, na Universidade de Viena. De volta a Brunn, passou a lecionar Física e História Natural em Staatsrealschule onde, durante 14 anos, exerceu o magistério. Foi esse o período de sua vida de pesquisador científico, quando se dedicou ao estudo da Meteorologia e realizou experiências entre as variedades de ervilhas.

Mendel cruzava ervilhas no jardim de seu monastério em Brno, obteve sucesso ao descobrir as leis básicas da genética nas quais tantos outros pesquisadores de sua época falharam. Ele estudou a herança de características únicas e contrastantes; contou e anotou os genitores e as proles de cada um de seus cruzamentos.

Seus conhecimentos dos princípios de matemática o capacitaram a interpretar seus dados e o levaram à hipótese de que cada característica é determinada por dois fatores (genes). Mendel relatou suas descobertas em uma reunião da Sociedade de Brno para o estudo das Ciências Naturais e publicou seus resultados nas atas desta sociedade.

A importância de suas descobertas não foi apreciada por outros pesquisadores da época, permanecendo esquecidas por mais ou menos trinta e cinco anos. Por volta de 1900, Hugo De Vries (Holanda), Karl Corens (Alemanha) e Erich Von Tschermak (Áustria) redescobriram independentemente as leis da hereditariedade que haviam sido descritas por Mendel anos antes. Ao encontrar os trabalhos de Mendel, nos quais estas leis haviam sido claramente enunciadas, eles lhe deram crédito pela descoberta, dando seu nome às duas leis fundamentais da genética.

Esta Página foi elaborada pelo Prof. Cláudio P. Alves

Santo Agostinho: Vida e Obra

“Não quero calar os sentimentos que me brotam da alma, acerca desta vossa serva, que, pela carne, me concebeu para a vida temporal, e pelo coração me fez nascer para a eterna.”

Em suas Confissões, Agostinho dedica estas palavras à Santa Mônica, sua mãe, que lhe deu à luz no ano de 354, em Tagaste, na África romana. Seu pai (Patrício) cultivou o paganismo durante praticamente toda a vida e só converteu-se ao cristianismo pouco antes de morrer por influência de Mônica.

Agostinho foi educado em Cartago onde, mais tarde, viria a ser professor de retórica. Até os 32 anos teve uma vida mundana, minuciosamente narrada por ele nas Confissões, cujos nove primeiros livros são dedicados a este período.

Aos 19 anos leu Hortensius, obra de Cícero que continha um elogio à Filosofia, da qual restaram apenas alguns extratos. Esse texto produziu um grande efeito sobre Santo Agostinho que, a partir daí, decide buscar a sabedoria dedicando-se à Filosofia.

Posteriormente, tornou-se adepto do maniqueísmo, seita fundada pelo sábio persa Mani, que tinha por fundamento a existência de duas forças que regeriam o mundo: o Bem e o Mal. Desiludido com o maniqueísmo, Agostinho conheceu ainda as concepções da Academia Platônica, na época imbuídas de um profundo ceticismo. Sua conversão ao cristianismo aconteceu em 386, tendo sido batizado por Santo Ambrósio, bispo de Milão, responsável por ter-lhe indicado o caminho da fé. O famoso episódio que marca este fato é relatado nas Confissões da seguinte maneira:

”Eis que, de súbito ouço uma voz vinda da casa próxima. Não sei se era de menino, se de menina. Cantava e repetia freqüentes vezes: ”Toma e lê, toma e lê.”

Agostinho voltou-se então para onde havia colocado o Livro das Epístolas do Apóstolo e em silêncio leu o primeiro capítulo em que colocou os olhos:

“Não caminheis em glutonarias e em embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.” (Rom. 13, 13.).

Agostinho voltou-se então para onde havia colocado o Livro das Epístolas do Apóstolo e em silêncio leu o primeiro capítulo em que colocou os olhos:

“Não caminheis em glutonarias e em embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.” (Rom. 13, 13.).

Depois disso, Agostinho retorna a Tagaste onde escreve algumas de suas obras. Posteriormente foi ordenado sacerdote e, em 395, bispo de Hipona, atual Argélia, dedicando-se, desde então, ao sacerdócio e, ao mesmo tempo, à continuação de sua obra – a “filosofia cristã”, como ele a chamaria.

Segundo Etiene Gilson, comentador e estudioso de Santo Agostinho, suas principais obras, do ponto de vista filosófico, são: Confessiones (399); Retractationes (426-427); Contra Academicos (386); De beata vita (386); De oridine (386); Soliloquia (386); De Immortalitate animae (387); De quantitate animae (388); De musica (388); De magistro (389); De vera religione (389-390); De libero arbitrio (388-395); De Trinitate (399-419); e De civitate (413-426).Há várias destas obras traduzidas para o português por Ir. Nair de Assis Oliveira, editadas pela Edições Paulinas, além da tradicional coleção Os Pensadores da Editora Abril. Santo Agostinho é festejado no dia 28 de agosto, data de sua morte no ano de 430. Este fato ocorreu em Hipona, quando a cidade encontrava-se cercada por vândalos, povo germano, que juntamente com outros ditos “bárbaros”, aniquilavam o Império Romano do Ocidente.

Esta página foi elaborada pelo Prof. Carlos Augusto B. Nellessen