Quem Somos

Home | Quem Somos

Quem Somos

O Colégio Agostiniano Mendel foi construído em uma área dedicada a atividades de cunho religioso: Cursilhos de Cristandade, OVISA, encontro de jovens, além de outras atividades pastorais.

Essas atividades eram desenvolvidas apenas nos fins-de-semana, ficando suas instalações, na maior parte do tempo, ociosas; mesmo sofrendo algumas reformas, ainda assim se mantinham extremamente precárias.

A ideia de um melhor aproveitamento da extensa área foi ganhando terreno e, na reunião, em 30 de abril de 1979 “era aprovada a construção do Colégio Agostiniano Mendel”. Finalmente, em 30 de dezembro de 1982, foi decidido que este centro de ensino funcionaria com Pré-Escola e 2º Grau.

Quanto ao nome, foram apresentadas várias sugestões, dentre as quais foi escolhido o de Colégio Agostiniano Mendel, por celebrar-se naquele ano o centenário de Johann Gregor Mendel, religioso agostiniano, considerado o pai da genética e descobridor das leis da hereditariedade, conhecidas como “Leis de Mendel”.

Numa área de 5.574 m², foi iniciada a obra em 1981 e inaugurada em 3 de fevereiro de 1984. No dia 6 de fevereiro, o Colégio iniciou o primeiro ano letivo com 800 alunos.

Em 1994, após 10 anos de existência, tendo adquirido fama e prestígio pela qualidade de ensino e excelência na formação dos seus alunos, o Colégio Agostiniano Mendel ampliou suas instalações com um prédio moderno e funcional, exclusivo para o Ensino Médio.

Hoje, o Colégio Agostiniano Mendel conta com cerca de 4.000 alunos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, destacando-se como um dos melhores colégios do Estado de São Paulo.

Identidade do Colégio

O Colégio Agostiniano Mendel, propõe-se, na sua ação educativa, a contribuir para educação da infância e da juventude, desenvolvendo sua personalidade e preparando-as para a vida numa integração consciente com a realidade.

O corpo docente compõe-se de pessoal qualificado que desempenha seus trabalhos em equipe e com base nos modernos métodos pedagógicos, objetivando fornecer ao aluno elevado nível cultural e uma formação humano-religiosa, segundo os ensinamentos do Evangelho e a Filosofia de Santo Agostinho.

O Colégio Agostiniano Mendel fundamenta sua ação educativa na filosofia agostiniana, que considera o homem em duas dimensões:

  1. Interiorizada – Transcendência

  2. Fraternidade – Comunhão

De acordo com esses princípios, as características de um Colégio Agostiniano são:

  • Procura vivencial de Deus, que se projeta na doação ao próximo e na busca constante de Deus;
  • Capacidade de diálogo e mútua aceitação;
  • Clima de aproximação e amizade;
  • Espírito generoso que inclui o nobre desejo de superação pessoal e serviço a comunidade;
  • Cordialidade e e alegria, acompanhadas de simplicidade;
  • Respeito à pessoa;
  •  Facilidade de adaptação aos tempos atuais e sensibilidade diante dos problemas dos outros.

Proposta Pedagógica

Ver Proposta

Regimento Escolar

Ver Regimento

Guia de Normas e Condutas

Ver Guia de Normas

Gregor Mendel: Vida e Obra

Gregor Johann Mendel (1822-1884). Frade agostiniano e superior do convento na cidade de Brno, nasceu na aldeia de Heinzendorf e foi criado em um distrito agrícola na Tchecoslováquia. Desde jovem foi atraído pela vida monástica, ordenando-se com vinte e cinco anos de idade. Aos onze anos, ingressou numa escola pia, daí passando ao ginásio de Troppau. Estudou Teologia e as Línguas Grega, Hebraica, Arábica, Siríaca e Caldaica. Mendel foi nomeado professor suplente do ginásio de Znaim, onde passou a lecionar Literatura Alemã, Latina e Grega e também Matemática.

Não conseguindo aprovacão no exame para professor ginasial, ainda como suplente, foi lecionar Filosofia em Ormutz, ingressando, em seguida, na Universidade de Viena. De volta a Brunn, passou a lecionar Física e História Natural em Staatsrealschule onde, durante 14 anos, exerceu o magistério. Foi esse o período de sua vida de pesquisador científico, quando se dedicou ao estudo da Meteorologia e realizou experiências entre as variedades de ervilhas.

Mendel cruzava ervilhas no jardim de seu monastério em Brno, obteve sucesso ao descobrir as leis básicas da genética nas quais tantos outros pesquisadores de sua época falharam. Ele estudou a herança de características únicas e contrastantes; contou e anotou os genitores e as proles de cada um de seus cruzamentos.

Seus conhecimentos dos princípios de matemática o capacitaram a interpretar seus dados e o levaram à hipótese de que cada característica é determinada por dois fatores (genes). Mendel relatou suas descobertas em uma reunião da Sociedade de Brno para o estudo das Ciências Naturais e publicou seus resultados nas atas desta sociedade.

A importância de suas descobertas não foi apreciada por outros pesquisadores da época, permanecendo esquecidas por mais ou menos trinta e cinco anos. Por volta de 1900, Hugo De Vries (Holanda), Karl Corens (Alemanha) e Erich Von Tschermak (Áustria) redescobriram independentemente as leis da hereditariedade que haviam sido descritas por Mendel anos antes. Ao encontrar os trabalhos de Mendel, nos quais estas leis haviam sido claramente enunciadas, eles lhe deram crédito pela descoberta, dando seu nome às duas leis fundamentais da genética.

Esta Página foi elaborada pelo Prof. Cláudio P. Alves

Santo Agostinho: Vida e Obra

“Não quero calar os sentimentos que me brotam da alma, acerca desta vossa serva, que, pela carne, me concebeu para a vida temporal, e pelo coração me fez nascer para a eterna.”

Em suas Confissões, Agostinho dedica estas palavras à Santa Mônica, sua mãe, que lhe deu à luz no ano de 354, em Tagaste, na África romana. Seu pai (Patrício) cultivou o paganismo durante praticamente toda a vida e só converteu-se ao cristianismo pouco antes de morrer por influência de Mônica.

Agostinho foi educado em Cartago onde, mais tarde, viria a ser professor de retórica. Até os 32 anos teve uma vida mundana, minuciosamente narrada por ele nas Confissões, cujos nove primeiros livros são dedicados a este período.

Aos 19 anos leu Hortensius, obra de Cícero que continha um elogio à Filosofia, da qual restaram apenas alguns extratos. Esse texto produziu um grande efeito sobre Santo Agostinho que, a partir daí, decide buscar a sabedoria dedicando-se à Filosofia.

Posteriormente, tornou-se adepto do maniqueísmo, seita fundada pelo sábio persa Mani, que tinha por fundamento a existência de duas forças que regeriam o mundo: o Bem e o Mal. Desiludido com o maniqueísmo, Agostinho conheceu ainda as concepções da Academia Platônica, na época imbuídas de um profundo ceticismo. Sua conversão ao cristianismo aconteceu em 386, tendo sido batizado por Santo Ambrósio, bispo de Milão, responsável por ter-lhe indicado o caminho da fé. O famoso episódio que marca este fato é relatado nas Confissões da seguinte maneira:

”Eis que, de súbito ouço uma voz vinda da casa próxima. Não sei se era de menino, se de menina. Cantava e repetia freqüentes vezes: ”Toma e lê, toma e lê.”

Agostinho voltou-se então para onde havia colocado o Livro das Epístolas do Apóstolo e em silêncio leu o primeiro capítulo em que colocou os olhos:

“Não caminheis em glutonarias e em embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.” (Rom. 13, 13.).

Agostinho voltou-se então para onde havia colocado o Livro das Epístolas do Apóstolo e em silêncio leu o primeiro capítulo em que colocou os olhos:

“Não caminheis em glutonarias e em embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.” (Rom. 13, 13.).

Depois disso, Agostinho retorna a Tagaste onde escreve algumas de suas obras. Posteriormente foi ordenado sacerdote e, em 395, bispo de Hipona, atual Argélia, dedicando-se, desde então, ao sacerdócio e, ao mesmo tempo, à continuação de sua obra – a “filosofia cristã”, como ele a chamaria.

Segundo Etiene Gilson, comentador e estudioso de Santo Agostinho, suas principais obras, do ponto de vista filosófico, são: Confessiones (399); Retractationes (426-427); Contra Academicos (386); De beata vita (386); De oridine (386); Soliloquia (386); De Immortalitate animae (387); De quantitate animae (388); De musica (388); De magistro (389); De vera religione (389-390); De libero arbitrio (388-395); De Trinitate (399-419); e De civitate (413-426).Há várias destas obras traduzidas para o português por Ir. Nair de Assis Oliveira, editadas pela Edições Paulinas, além da tradicional coleção Os Pensadores da Editora Abril. Santo Agostinho é festejado no dia 28 de agosto, data de sua morte no ano de 430. Este fato ocorreu em Hipona, quando a cidade encontrava-se cercada por vândalos, povo germano, que juntamente com outros ditos “bárbaros”, aniquilavam o Império Romano do Ocidente.

Esta página foi elaborada pelo Prof. Carlos Augusto B. Nellessen